segunda-feira, 26 de abril de 2010

Teste de consciência

O que ele (a) te causa?

[ ] Frio na barriga
[ ] Desejo
[ ] Saudade
[ ] Vontade de deitar junto
[ ] Vontade de gritar o quanto sou feliz com ele (a)
[ ] Falta de paciência
[ ] É só uma boa companhia

Se você marcou (mentalmente) as 5 primeiras alternativas:

Por que está ai parada (o) ao invés de assumir literalmente essa relação?
[ ]
Medo
[ ] Gosto de outro (a)
[ ] Me sinto insegura (o)
[ ] Não gosto o suficiente
[ ] Relacionamento amoroso descompromissado (só existe carinho)
[ ] Não quero que ninguém fique sabendo
[ ] Já disse que ele (a) é só uma boa companhia

Resposta: O teste é simples. Se você ainda parou pra pensar nas respostas da segunda questão é porque existe ai no seu coraçãozinho, algo que impede de assumir seu amor. Se é que existe amor. A gente assume a pessoa quando gosta. Não importa quem vai saber, se o (a) ex vai brigar, se seus pais vão reclamar, se seus amigos são contra ou se seus irmãos o (a) odeiam. Ou você está apaixonado, ou não está. No amor não existe meio termo. O amor não é discreto. O amor requer propaganda. Quando se está feliz a gente quer contar o motivo da felicidade. Não confunda boa companhia com amor. Não confunda amizade com amor. Não confunda tesão com amor. Não confunda sede de vingança com amor. O amor é mais e melhor que isso.

Assuma.
Adriane Assis

Acabou, boa sorte!

Bip.
Ele pega o telefone.
Mensagem: [tenho um convite pra te fazer. É convite, não tem como recusar.]
Bip.
Ela pega o telefone.
Mensagem: [Também tenho uma coisa pra te falar. Me encontre as 10:00 naquela mesma praça.]
10:00 hs.
Ela: _Eeeei! Saudade de você! O convite é sobre você ir comigo a um show. Mas me fala o que você queria contar.
Ele: _Não te quero mais.
Adriane Assis

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pequeno toque de vingança

Como sempre tudo começa no metrô. Desta vez foi a caminho do metrô. Não, nada de conquistas ou flertes. Posso chamar de uma disputa. Uma disputa e uma vingança; talvez. Senti que foi isso.
Primeiro ele escolheu a mesma roleta que eu, por algum instante demonstrei que ia passar meu cartão. Tudo bem, relevei.
Depois, em um anti – cavalheirismo, um único banco de ferro disponível na estação. Passei pela esquerda; ele pela direita. Senti que correu pra me ultrapassar e alcançar aquele banco almejado por mim. Sentou-se e ainda olhou com ar de: Consegui! Ódio.
Dei de ombros e virei as costas, como quem nem tinha ligado pro acontecido. O metrô chegou. Ao abrir as portas notei que ele havia entrado no mesmo vagão que eu. Vários lugares para sentar devido o destino que tomava. Como um sinal de pirraça, ele escolheu o banco ao meu lado.
Perguntei mentalmente: _Afinal, o que esse idiota quer?
Ao levantar para sair do vagão e seguir meu destino, percebi que o desconhecido fez o mesmo.
Com a paciência no limite e os olhos ardendo por vingança, lancei um olhar furioso e vermelho. _Ah! Ele não sabe com quem está mexendo!
Ele percebeu. Mesmo assim foi copiando meu caminho até a rampa...
Desci, esperei que ele tomasse a frente. Ao chegar nas escadas ele caiu. Olhou pra mim meio que pedindo socorro. Sorri maliciosamente.
Passei por ele.
Não ajudei.
Eu disse que ele não sabia com quem estava mexendo...
Adriane Assis

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Só morangos

Todos os dias a caminho do trabalho ela passava pela quitanda da esquina, apreciava as frutas e escolhia qual ia levar. Tantas opções que, comprava um tipo por dia. Ás vezes levava pra comer no lanche, ás vezes guardava para fazer uma vitamina.
Estava enjoada de todas disponíveis; os gostos e as misturas já não agradavam tanto. Que tal algo novo? Resolveu comprar um pouco de cada. Nem escolheu, confiou apenas no gosto do Sr. Luís Nogueira, dono da quitanda que lhe oferecia as mais apetitosas.
Fez uma salada de frutas; ainda assim estava insatisfeita.
Um belo dia, mudou o caminho do trabalho e mudou também o cardápio. Resolveu experimentar pães, barrinhas de ceral, queijo, bombocados e vários quitutes... em vão.
Aff! Quando seu paladar ficaria realmente satisfeito? Faltava algo para dar mais sabor ao seu dia... Uma fruta com gosto de carinho, talvez.
Depois do trabalho, voltou á quitanda do Sr. Nogueira como se tivesse sido puxada por um imã. Dessa vez reparou em uma fruta pequena. Aquela fruta curiosa. Era vermelho tímido, cravejada de pintinhas verde musgo, com folhinhas verdes que pareciam um chapeuzinho...
Daquela nunca ouviu falar, aliás, já sim; na plaquinha da quitanda dizia "Morangos". Porém seu paladar não tinha experimentado. Tinha antipatia de frutas pequenas.
Ficou curiosa, cheirou uma caixa... simpatizou-se com o cheiro inebriante que invadiu seu pulmão. Comprou duas caixas.
Ao chegar em casa, tomou banho, vestiu um pijama confortável; foi até a cozinha, lavou bem aquelas frutinhas que a encantaram visivelmente. Juntou com leite, bateu por alguns segundos no liquidificador, adoçou com leite condesado.
Pronto!
Dirigiu-se a sua aconchegante sala de TV. Sentou no Puff cor de limão. Virou o copo transparente lentamente, e aquele líquido rosa claro escorregou deliciosamente para dentro de sua boca. Misturou-se com sua língua...
Ela fechou os olhos como tivesse sentindo um prazer quase que sexual. Alguns copos depois, sorriu e adormeceu; feliz. Nem quis escovar os dentes para não perder o gosto bom que ficou tatuado em sua saliva.
Aqueles morangos então foram responsáveis por acordar o paladar e a vida que ela tanto almejava. E no seu cesto de frutas todo dia tem morangos.

Só morangos.
Adriane Assis

terça-feira, 16 de março de 2010

A arte imita a vida

E, de repente…
enjoei do personagem,
não gostei do figurino,
cansei do cenário,
impliquei com a performance
e detestei o texto…
Então,
abandonei o palco
e o deixei ali,
ator doado em cena.
Dei a mão pra outro
e fui viver,
finalmente,
um amor de cinema.

Créditos: Marla de Queiroz ~ http://www.mariafilo.com.br/blog/?p=399

O ciclo do 'aqui se faz, aqui se paga'

_Você vai ver! 'Aqui se faz, aqui se paga!'
Geralmente é isso que se ouve das pessoas quando você sem querer, sem saber ou propositalmente comete uma cagada.
Num primeiro instante a gente acha graça da situação e não passa pela cabeça que alguém vai te forçar a pagar a dívida.
Ai é que você se engana! A cobrança sempre chega. Geralmente é sempre quando a parte machucada foi cicatrizada. Mas antes do acerto final começa o tortuoso e chato 'caminho das pedras social'.
Além de escutar a frase clichê, você é obrigado a conviver com o desprezo e o bico torto de pessoas, que por terem um nível de intimidade tão grande com quem saiu machucado, tomam as dores e sentem raiva de você! Você se torna unicamente culpado pela cagada! E mesmo que se pense 'tô nem ai', esse tipo de situação é como um câncer; vai te corroendo e não faz nada bem.
Por achar que está com a consciência limpa, fingem não ligar. No fundo ligam. Refugiam-se em "novas amizades e, como disse, acham que a consequência da cagada ficou por isso mesmo.
Nem tão menos clichê e mais certa que o 'aqui se faz, aqui se paga' é o famoso e verdadeiro ditado: 'o mundo dá voltas'. Literalmente.
Quando a rotatória chega no ponto zero pra recomeçar seu ritual, pode saber, o inferno começou.
As situações ocorrem de formas variadas. Vai de acordo com o tempo, a relação, a intimidade e o envolvimento que se tinha com a pessoa magoada por você. Não importa quando, o importante é que o seu dia vai chegar. Pra piorar, é certo como a morte; e quanto mais tempo demora maiores são os juros.

Já aconteceu comigo, vai acontecer com você. Não tem erro. Um dia você machuca alguém. Outro dia álguem machuca você. É um ciclo vicioso. Só torça pra que a sua cabeça não pare debaixo dos pés de quem você magoou. Sabe-se lá se ela vai te dar um tapa de luva ou vai esmagá-la.
Mas, como fazer para não entrar ou conseguir sair desse ciclo?
A resposta certa eu não sei. Falo pela experiência que tive. De traumas dos quais ainda não consegui me recuperar, porque mesmo pagando as dívidas das cagadas que cometi e depois de ter aprendido a lição (acho), cobranças ainda chegam na minha caixinha de correios da vida. Algumas com valores bem pequenos, desses que se quitam com uma boa e clara conversa. Outras das quais além de não lembrar, sou obrigada a mexer na poeira das minhas lembranças e resgatar argumentos de defesa.
Pois bem, já traí, já menti, humilhei, desprezei, etc... Paguei por tudo. Paguei sem ter cometido erro também. Cada um na sua medida.
Hoje encaro a vida de outra forma. Mesmo 'sem querer' eu posso cair nesse ciclo vicioso novamente. Mas uma coisa eu sei: NUNCA MENTIR. Por pior que seja a verdade, ela anda de mãos dadas com a mais incrível das virtudes: A DIGNIDADE.
E é por isso que agindo assim, me previno para não correr o risco do mundo dar voltas comigo.

Fica a dica!
Adriane Assis

Relações com o tempo

Tempo.
Por que ele não corre? Saco.
[o encontro]
tic - tac...
Tempo.
Por que passou tão rápido?
[despedida]

Adriane Assis

Indecisão

_Mas o que ele te transmite?
_Ah! Mistério. Fico louca pra saber o que ele está pensando. Muitas das vezes preciso perguntar, e mesmo assim não obtenho as respostas de um jeito claro.
_E isso é bom ou ruim?
_Hum... não sei.
Adriane Assis

quinta-feira, 11 de março de 2010

Das músicas que marcam...



Toda vez que escuto a música 'Yellow' do Coldplay entro em estado de extase. Sim, não posso negar que outras músicas mexem com meu emocional, mas por alguma razão, que eu ainda não sei qual, posso estar muito feliz ou mesmo triste que tenho a sensação de desabafo quando a escuto.
Em minha mente monto diferentes 'vídeoclipes'...
Agora por exemplo, estou com o MP3 no último volume.

Me imagino em uma madrugada quente, andando com minha mochila nas costas... percorro uma estrada de asfalto. Depois entro em uma floresta, dessas que a gente só vê em filme americano. Não muito escuro, o suficiente pra poder seguir. Estou em uma trilha. Apenas as estrelas e a lua iluminam o caminho.
Acho uma clareira, deito no meio dela e começo a pensar na vida. Pras lembranças tristes, uma lágrima. Pras lembranças boas e alegres, sorrisos e gargalhadas que fazem eco em meio ao silêncio da floresta.
Por fim, resolvo levantar e continuar o caminho. Vou sem rumo. Só espero achar algo interessante pra ver. Depois de mais um tempo de caminhada, uma linda vista. Talvez uma das vistas mais lindas que eu possa algum dia chegar a conhecer.
Sento na pedra mais alta afixada no paredão... e assim assisto o espetáculo do sol surgindo no horizonte...

Adriane Assis

segunda-feira, 1 de março de 2010

A vida sem expectativas

Clara sempre foi muito emotiva.
Um dia ela ficou triste. Chorava todos os dias.
Por fora feliz, mas por dentro, ódio e amor se misturavam...
Tentativa de uma nova paixão em vão. Não estava tão feliz com a nova relação.
Ponto final. Lá se vai alguém que não lhe causou tão boa impressão.
Eis que quando menos esperava, e depois de ter decidido não criar expectativas, Clara conheceu alguém especial.
Chegou em um momento oportuno, onde qualquer nova adição de carinho, beijos ou demonstração de afeto era bem vinda!
Clara se envolveu. Sábado passado fez uma semana que ela sente saudade dele, sente tesão por ele e sente isso sem cobrança. Por livre e espontânea vontade.
Clara sente por que quer. Sente sem medo e sem criar expectativas.
Clara acredita, que dessa forma ela pode ser feliz.
Clara hoje não se importa se as pessoas não lhe correspondem. Neste momento, ela sabe que o amor faz bem principalmente a quem o emite.
Óbvio que Clara continua em recuperação. Mas agora só restam resquícios de um amor que lhe trouxe mentira e deixou ódio. Ódio que nem existe mais. Portanto, por ser o sentimento mais próximo do amor, define-se qué se não existe ódio, não existe mais amor.
Enfim, Clara se libertou. Está feliz. Está contente. Está deixando a vida levar sem expectativas; pois essa é a nova forma que Clara tem de lidar com as relações amorosas.
=]
Adriane Assis

Os olhos são coadjuvantes do olfato

Repassarei um truque aos filhos. Como selecionar um brigadeiro.
Nunca compre o doce enorme. Logo se imagina que aquilo deve ter uma latinha inteira de leite condensado.
Na prateleira, é o imperador das bandejas, o pai do quindim, com o formato achatado de capuz. Sua criança babará no balcão, sofrerá um ataque de epilepsia. Por favor, contenha o impulso dela.
Apesar da aparência lustrosa e crocante, coberta de granulado, é uma enganação. Todo chocólatra fareja que é falso. Não pode ser real. Ele vai durar para sempre porque é impossível comer. Na primeira mordida, a arcada perderá seu fio. Procure um moleiro para recuperar a lâmina. É uma pasta com farinha. Até Taiwan seria mais caprichosa na pirataria.

O brigadeiro mais gostoso curiosamente é o pequeno, do tamanho de uma unha. Uma titica. A panelinha guarda lugar para mais dois. Não transmite nenhuma superioridade. Sozinho, não será localizado no mostruário, é uma formiga sendo carregada por uma folha. Depende de lupa, microscópio, pinça. Mas é esse que fará você pagar o dobro e repetir à exaustão. A gana é obturar todos os dentes com seu conteúdo. Com o minúsculo confeito, o desejo vem em caixa alta. Somente a língua trabalha, é quase líquido, desmancha no céu da boca e adoece o pensamento.

Portanto, repassarei também um conselho aos netos. Como duvidar do primeiro encontro. As estrelas não escrevem, unicamente brilham. Ainda temos a expectativa de que ele teria que ser mágico, com efeitos especiais, relâmpagos, tremedeira, suor, frio na barriga. O corpo pescaria a clarividência, estaria certo do destino, pressentiria o casamento no primeiro toque, no primeiro beijo. Seria uma moleza, uma ejaculação precoce, uma tensão infindável.
Abandonaríamos os compromissos pela certeza indomável das pupilas. Em madrugadas de lareira, o par esbaldaria aos amigos de que não houve hesitação, foi uma junção perfeita, um golpe de misericórdia no batimento cardíaco.

Já testemunhei amores avassaladores e cinematográficos que não duraram nem a manhã seguinte. O casal experimentou cenas de porta-retrato na cômoda, com todos os sintomas do cortejo romântico e idealizado: a música parou e as casualidades se moveram secretamente. E os dois não seguiram adiante, pois sequer se esforçaram. O contato inicial pode ser uma droga, a pessoa irritar e bancar a arrogante, cometer grosserias e atazanar a paciência e mesmo assim despertar a curiosidade. Nada mais promissor do que a confusão. A proximidade surgirá pela desconfiança, pelo desafio desagradável, pelas visitas diárias ao ódio, até o momento em que não falará de outra coisa senão dela. Expulsará lentamente os preconceitos e aceitará de que não escolhemos o melhor, mas o necessário. É a insistência que produz o amor, não o deslumbramento.

Paixão à primeira vista não existe com brigadeiro ou com mulheres. Mas cheiro à primeira vista é imbatível. A química não costuma falhar, desde que tenha tempo para misturar os ingredientes.

Texto retirado do blog: http://carpinejar.blogspot.com/

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Aline não esperava

_"Vai! E não olha pra trás..."
Foi isso que Aline escutou daquele ser que foi seu grande amor.
Ela não sabia qual o momento exato que o amor acabou.
Sentiu seus sapatos voarem contra o vento.
Ela não podia olhar pra trás. Nem esperava que fosse jogada fora.
Andou alguns passos.
Recolheu seus objetos e sentou na pedra cinza em cima da grama verde.
Anoiteceu.
Ela continuou ali, com seus sapatos.
Adriane Assis

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Fizeram Acreditar

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém".

John Lennon

Decidi te esquecer

Depois de 1 mês e 12 dias, decidi esquecer você. É esquecer ou passar dias ruins como tantos outros depois que você foi embora. Não sou completamente triste. Não estou morrendo, não que eu esteja infeliz, porém, seria melhor se estivesse aqui, do meu lado.

A primeira providência que tomei foi rasgar literalmente todas as nossas fotos juntos. As da minha formatura, dos passeios, do primeiro encontro, do pedido de namoro, do carnaval e tantas outras de tantos momentos felizes. Guardei somente uma, como lembrança. Uma em que somos metade um do outro. Minha metade boca, sorriso, alegria e sua metade cabelo e olhar ‘azul como o céu’. Foto que tiramos no carnaval depois de você ter ido vomitar na rua de trás de onde estávamos. Lembra como fiquei desesperada procurando você? Pois é, eu me preocupava... sempre cuidei de você...

Essas fotos estavam guardadas em uma caixa de sapato, mas direto e reto eu abria aquele maldito caixote de papelão e me lembrava de cada detalhe vivido. Rasgando-as não posso ter motivos alegres ou tristes pra lembrar você. Pelo menos não pelas fotos. De triste já basta o que você fez comigo.

Guardei seus cartões. Seus míseros 3 cartões dentro do meu baú de cartas. Junto com tantas outras insignificantes cartas de ex- namorados. Agora você faz parte do meu arquivo morto. Junto com Leandros, Henriques, Paulos, Betos, Tiagos e etc...

Peguei meu celular e apaguei o seu número dele, para não correr riscos nas noites alcoólicas ou insones que se seguem. Principalmente com essa minha vida de ‘solteira’. Eu já apaguei esse número tantas vezes... dessa vez é definitivo.

Apaguei também as três únicas mensagens que ainda me prendiam a sua lembrança. Quando terminamos, eu havia deletado a maioria, mas as achava tão bonitinhas que resolvi deixar por mais um tempo... Uma das que me lembro melhor foi: "- Gostei demais de ter vc aqui comigo hoje. Beijo minha Pretah. " acho que era mais ou menos isso. Essa mensagem foi do dia que você estava passando muito mal e eu fui até sua casa com sua mãe, depois do trabalho pra visitar e cuidar de você. Fiquei memorizando até tomar coragem pra apagar. Chorei muitas lágrimas - o processo de esquecer voluntariamente é extremamente lento e doloroso. Você sabe o quanto sou dramática e exagerada.

No meu computador já não existem mais imagens suas. Apaguei o playlist com músicas que me lembram você. Eu já havia retirado todos os RSS da barra de ferramentas, me certifiquei se não havia vestígios teus nos meus favoritos. Apaguei todos os prints das coisas ruins que você recebeu e escreveu para aquela FDP da Putaniella Almeida. Aquela vaca. Excluí todo nosso histórico do MSN.

Tirei sua imagem do sofá vermelho da minha casa. E o seu reflexo ainda estava no espelho do banheiro, aquela imagem de quando eu passava e você estava escovando os dentes. Aquela sua língua branca que eu vivia te xingando pra escovar...como você não limpava direito, eu fazia pra você. Eu sempre fiz as coisas pra você.

Não visto mais aquela calcinha amarela...Lembro que você ficava extremamente libidinoso quando pensava na possibilidade de eu a estar usando. Te ver libidinoso me excitava.

Resolvi tomar um banho pra desinchar o rosto e acalmar o corpo. Com o sabonete tirei as suas impressões digitais meu corpo. Depois que você se foi, sempre que tomava banho lembrava das minhas mãos ensaboando seu corpo esguio e sua carcaça magrela, passando shampoo no seu cabeção loiro e suas mãos contornando partes específicas do meu corpo. É impressionante como eu sentia tesão, mesmo você não estando comigo. Dessa vez, pensei na última vez que fizemos isso juntos. Lembrei do quanto você foi sacana em me usar e dias depois terminar comigo. Com isso aprendi a perder o tesão. Brochei.

Ao me secar, lembrei que precisava sentir raiva de você. Porque quando sinto raiva, esqueço que amo. Como fazer isso? Só lembrar das suas mentiras, sua falta de respeito e o jeito como você lida com os problemas, seu jeito fraco de ser. Medroso. Pensar em como fui trouxa em acreditar em você. Em te admirar. Lembrar que você olhou pra bunda e pernas das minhas amigas no meu próprio baile de formatura. Deplorável. Isso porque você dizia que eu é que não te respeitava. Me poupe. Se na frente dos meus pais você fez isso, imagina o que não fazia nas minhas costas?! Lembrar das mentiras que me contou por causa de uma menina que fez de um tudo pra me encher o saco, deu de cima de você a rodo, e você ainda teve coragem de me dizer: “- Pretah, nunca percebi que ela dava de cima de mim.” – isso porque a sua sala inteira sempre achou que vocês tivessem alguma coisa. Fingido. Mentiroso.

Lembrei da minha mãe triste com sua atitude de terminar assim... ela te tratava como filho. Ela reclamou isso. - “Gostava dele como se fosse um filho.”. Ela cozinhava pensando em agradar você. Minhas irmãs sentiam ciúmes porque minha mãe começou a te dar regalias demais... Meu pai abriu as portas da minha casa e te tratou bem como nunca tratou ninguém.

A partir de ontem, depois de toda a tentativa VOLUNTÁRIA de te esquecer, todas as vezes que pensar em você, me obrigo a pensar em outra coisa ou nas suas mentiras – prefiro pensar nos meus amigos, na minha família, nos meus estudos, nas minhas viagens, nas saídas de final e meio de semana, nos meus pretendentes, enfim, em coisas que me tragam algo de bom.

Fiz um depoimento (sim, eu me dei ao trabalho), para os meus amigos mais próximos, que não tocassem mais no seu nome e que me fizessem calar se, em um deslize, eu mesma trouxesse as suas falas para as nossas conversas. Aquelas gírias infantis que você aprendeu com sua coleguinha (também infantil) de sala.

Esquecer você exige apagar bares, praças, músicas, apelidos, conversas, cheiros...
O melhor é pensar no futuro, nos planos, viagens, cursos, filmes (comédias não - românticas), teatros, amigos e um eventual beijo de língua em um estranho (ou estranhos), por mais superficial que esses beijos se revelem no dia seguinte. Pensar em como é bom ser desejada por outras pessoas. Pensar em sentir tesão por outra pessoa e transar loucamente. Pensar em como eu te amei um dia. Pensar em como fui feliz. Pensar que um dia vou ser feliz de novo.

Pensar que se você tivesse no mínimo um pouco de coragem, assumiria que sente minha falta e viria correndo pros meus braços, antes que eu te esqueça completamente. Antes que seja tarde demais. Antes que eu me apaixone loucamente por outra pessoa, assim como quando me apaixonei por você. Antes que o mundo dê a volta completa. Porque um dia, quando pedi uma chance, eu estava disposta a passar por cima de tudo. Eu te prometi que não mais aconteceria. Você prefere dizer que tem medo. E ficar ai parado. Preferiu não tentar.

- Demorou quanto tempo pra você conseguir esquecer, se acostumar sem mim?

Aposto que uns dias.

Pra mim, apesar de ser um processo lento, não é impossível.

Adriane Assis

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tem dia

Andei percebendo o quanto sou incoerente. Na verdade, estou agindo com incoerência. Escrevendo e pensando incoerentemente.

Sério. Incoerente nata.

É o amor que faz isso.

Eu não era assim.

Tem dia que sinto raiva de você. Desejo tudo de ruim. Desejo que se exploda e que sofra demais.

Tem dia que morro de ciúmes, mesmo não sendo mais tão curiosa nos seus assuntos pessoais.

Tem dia que morro de saudade. Desejando imensamente que você esteja do meu lado.

Tem dia que fico triste e preciso do seu carinho.

Tem dia que estou feliz e esqueço (por alguns segundos) da sua existência.

Tem dia que morro de saudade ao quadrado, querendo que você apareça de repente com um pedido de "volta pra mim"?

Tem dia que desejo sua felicidade.

Tem dia que desejo que morra.

Tem dia que quero te matar.

Tem dia que desejo morrer.

Tem dia que quero esquecer.

Tem dia que faço questão de lembrar.

Tem dia que me conformo. Tem dia que choro de amor.

Tem dia que prometo te esquecer.

Tem dia que você não sai do meu pensamento...

Ainda ontem

Meu álbum de formatura chegou.
Ele é lindo, e tem fotos suas. Na verdade, fotos nossas.
Nossa... seu sorriso está radiante em algumas delas. Em outras nem tanto, mas está lindo.
Quando o peguei pela primeira vez, chorei. Como diz aquela velha música: "Ainda ontem, chorei de saudade..."
Sim, eu sou muito chorona e dramática mesmo. Confesso. Ultimamente choro muito e com qualquer coisa.
Pois bem, olhar aquelas fotos me fez bater uma pontinha de arrependimento.
Que raiva de você! Não podia ter esperado eu pelo menos receber o álbum pra terminar comigo?
Não consigo viver assim sem você, droga!
Ai, quem dera se eu tivesse poderes mágicos... faria você ser apaixonado por mim como no início... Faria desaparecer aquela nojenta da sua sala. Como eu odeio essa menina!
Além do mais, será que só eu sinto falta?
Ontem, eu resolvi bicar seu site de relacionamento.
Vi coisas que não me deixaram satisfeita... um amigo seu falando que em breve você voltaria pras 'rédeas da paixão'... e você respondeu que só depois de um teeeempo mesmo. Fiquei triste. É tão ruim ver que alguém não pensa na gente, que não sente saudade, não sente falta...
Depois vi você combinando de ir ao show de um amigo MEU que eu te apresentei... um cara que você nem é fã. Você já até reclamou que não gosta das músicas dele... achei péssimo.
Aliás, to achando péssimo. Não gosto. Não quero mais você. Cansei de você.

Volta pra mim?

Eu amo de verdade...

"Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras.

Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo.

São poucas as pessoas pra quem eu me explico..."


Já...

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!